
31 outubro, 2010
30 outubro, 2010
29 outubro, 2010
28 outubro, 2010
27 outubro, 2010
Eugénio de Andrade
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava.
Acreditava,porque ao teu ladotodas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos.
Era no tempo em que o teu corpo era um aquário.
Era no tempo em que os meus olhoseram os tais peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade:uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,tenho a certezade que todas as coisas estremeciam só de murmurar o teu nomeno silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
E eu acreditava.
Acreditava,porque ao teu ladotodas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos.
Era no tempo em que o teu corpo era um aquário.
Era no tempo em que os meus olhoseram os tais peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade:uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,tenho a certezade que todas as coisas estremeciam só de murmurar o teu nomeno silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
26 outubro, 2010
I'm a Believer
25 outubro, 2010
23 outubro, 2010
22 outubro, 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)









